quinta-feira, 30 de julho de 2015

Paixão é sinônimo de confusão

 Passei um tempo da minha vida querendo achar meu príncipe encantado. Era só eu achar um menino bonito e educado e já começava a criar mil características perfeitas para ele e acreditar fielmente que ele era daquele determinado jeito. Então me apaixonava pela minha idealização, sim, por uma peça pregada pela minha imaginação. Até que, finalmente percebi o que estava fazendo o tempo todo, e me dei conta de que paixão por alguém real eu nunca havia sentido, porque até então eu realmente acreditava que tinha me apaixonado por aqueles meninos, falava até de sentir amor por eles. Mas amor por quem, maluca? Pelo seu personagem? Seu príncipe inventado? Pois é...
 Depois desse dia em que percebi que minha imaginação ia longe demais, passei a defender com unhas e dentes a ideia de não namorar na minha idade, até porque, qualé, gente, 14 anos é cedo demais pra ter um compromisso sério, seria uma responsabilidade a mais desnecessária, e eu teria o resto da minha vida pra ficar junto de alguém. Passei a defender a ideia de que um relacionamento me traria não só amor, mas muito estresse, brigas e lágrimas, e eu não queria isso pra mim. Mas um certo dia todos esses pensamentos racionais ficaram pra trás. Foi quando me apaixonei de verdade, por alguém de verdade. Dizem que pra saber se estamos apaixonados, temos que conhecer defeitos da pessoa, e ver se conseguiríamos amá-la mesmo com eles. Para falar bem a verdade, eu não só o amo com seus defeitos, como tenho vontade de estar com ele para ajudá-lo a lidar com tais. Suas imperfeições me intrigam, me conquistam.
 Infelizmente a paixão não é recíproca, e achei que fosse. Então sofri, chorei, tive meu coração deixado em frangalhos. Um vazio tomou meu peito, e estou preenchendo ele aos poucos, mas ainda sinto que falta alguma coisa, e foi essa coisa que me trouxe aqui pro blog hoje. O que estou sentindo é incomum, comparado àquela garota que não queria um namorado por A nem B. Me pego pensando em como seria ter alguém pra chamar de amor, num menino que fosse até meu pai e pedisse a permissão dele para namorar comigo, em cenas de carinho e até nas brigas que eu sei que existiriam. Talvez essa vontade de namorar seja apenas carência, ou não uma vontade de ter um namorado, mas de ter ele, como meu namorado.

Por: Daniella de Castro


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Objetos ou seres humanos?

 Esse é um assunto muito batido nos dias de hoje, e apesar de os tópicos mais falados sobre isso serem machismo e escravismo, vim falar de coisas mais "simples". Não sei vocês, mas vejo e passo por muitas situações no dia-a-dia que me fazem pensar se as pessoas em geral têm noção de que somos todos seres humanos, com carne, osso e sentimentos... E haja carne e osso pra suportar tantos sentimentos, viu! Mas as vezes parece que as pessoas se esquecem disso, e pensam apenas nelas mesmas, como se elas fossem as únicas a possuir emoções, como se fosse sábio pensar apenas em si mesmas, sem botar na balança o sofrimento que uma decisão, um ato, e até mesmo uma palavra pode causar no outro.
 Sempre fui dessas sinceras que falam tudo o que pensam, na lata mesmo, que resolvem o problemas na base do diálogo, que não conseguem levar desaforo pra casa. Já me prejudiquei muito por isso, até perceber que minhas palavras sinceras não merecem ser usadas com quem não tem interesse em ter algum tipo de relacionamento comigo. De que adianta passar horas discutindo com alguém que não quer se resolver contigo? Nada. N A D A. E foi aí que parei de me importar com o que aqueles que não se importam comigo pensam ou falam. Se não se importa com você, vai falar o que der na telha, aos quatro ventos, até porque pra essas pessoas, tanto faz se aquilo vai te abalar ou não. O verdadeiro problema, é quando se trata de alguém que você ama, proferindo palavras a seu respeito, sem nem se dar o trabalho de se colocar no seu lugar. Aí dói. Machuca, fere, sangra. Sou sim a favor da sinceridade, mas tento falar as coisas com cuidado, pensando ao máximo nas consequências que aquilo pode trazer, e me sinto no mínimo... Decepcionada, quando vejo que pessoas as quais me importam tanto, me dizem ou fazem coisas sem se importar com como podem me fazer sentir.
 Para vocês entenderem melhor o que está se passando, é o seguinte. Recentemente, uma das minhas amigas mais especiais, me pediu "um tempo da nossa amizade". Sim, desse jeito, com essas palavras, sem nem anestesia. E o pior, sem me dar nenhum motivo, nem mesmo um único motivo. Alguém aí consegue imaginar como me senti? Sem chão, confusa, decepcionada, magoada, machucada. Segundo ela, ela queria se afastar por um tempo, mas não por completo, seríamos amigas, mas não íntimas. Alguém entendeu? Isso faz algum sentido pra alguém aí? Porque pra mim não fez, pra mim estávamos tão bem, e depois de tudo que ela me falou na homenagem dos meus quinze anos, há um mês atrás, ela me vem com essa de tempo. Tempo? Queria pegar a pessoa que inventou essa de tempo e falar "ei, escuta aqui, ninguém aqui é jogo nem vídeo pra você pausar! Ninguém é um objeto que pode ser deixado num cantinho por um tempo, e depois você volta pra buscar, quando te for mais conveniente.". Estamos falando de pessoas, estamos falando da vida. Muita coisa pode acontecer nesse "tempo", e quando você resolve dar essa pausa, resolve colocar em risco um relacionamento. E é doloroso perceber que alguém que você ama está disposto a colocar o relacionamento de vocês em jogo, como se, se acabássemos nos distanciando pra sempre, não fosse fazer diferença.
 E é impressionante como a pessoa que toma esse tipo de atitude, muda de opinião rápido e acha que pode te ter de volta assim, num estalo de dedos. As coisas não funcionam bem assim... Quando nos machucamos, choramos, sentimos a dor, achamos que não vai passar nunca. Até que, o machucado vai cicatrizando, e ficamos com raiva daquela ferida. Ele cria uma casquinha, e assim que vai embora, só resta uma cicatriz, a qual vai te fazer sentir mais forte do que antes. O ponto é que, não somos objetos pra sermos tratados como tal. Se você acha que é melhor tirar alguém da sua vida, pro seu bem, pro bem do outro, ou pra ambas as partes, o faça. Mas aponte motivos e faça isso certo de sua decisão, não queira usar meias palavras, pois essas são as piores. Ou ama ou não ama, ou quer estar perto ou não quer, não tem essa de "quero estar perto mas não como antes".
 Não gosto da ideia de pessoas se tratando como peças descartáveis, sem sentimentos. Quando tomamos uma decisão, uma atitude ou falamos algo, devemos pensar no que isso vai trazer pra outra pessoa, e se vai valer a pena ela sentir aquilo. Tem certas atitudes que podem até magoar, mas são benéficas pro relacionamento, seja ele um namoro, um casamento ou uma amizade, e essas são as que valem apena ser tomadas. Mas existem outras, que não vão fazer nada além de deixar uma ferida.

Por: Daniella de Castro

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Intro

 Sempre quis fazer algo que me destacasse das outras pessoas, inovar, ser importante de alguma forma. Vejo algumas youtubers, viners, modelos, blogueiras (...) da minha idade que já fazem sucesso, e penso se eu não poderia ser uma delas... O que mais me incomoda, é eu não saber ao certo qual é o meu talento, no que posso me destacar? Será que eu ao menos tenho alguma coisa que me faça ser reconhecida? Não necessariamente quero se famosa. Apenas quero me destacar.
 Pensei em fazer algo relacionado à moda e maquiagem, que são meu passatempo predileto, mas essa área está cheia de meninas muito boas no que fazem, e, pra falar a verdade, minhas maquiagens nem ficam tão boas assim. Cheguei a pensar em fazer um curso profissionalizante, mas, gente, vocês já viram o preço disso? Não quero investir em algo tão incerto, não agora. Ok, tenho que correr atrás dos meus sonhos, eu sei, mas e se eu não souber qual é, exatamente, meu sonho? Eu disse que quero me destacar, mas não disse de que forma. Seria fazendo vídeos pro youtube? Vines? Indo a uma agência de modelos? Eu não sei. E no meio dessas incertezas, resolvi criar esse blog. Não é algo que tenha muita chance de me destacar, até porque já vi muitos blogs assim, mas gosto da ideia de dar um primeiro passo, pois mesmo que pequeno e impreciso, pode me levar à algum lugar.
 Eu estava numa situação um tanto... Complicada, com um garoto. Nunca estive tão confusa, triste, decepcionada, e acima de tudo, apaixonada. Eu não sabia o que fazer, até que decidi colocar tudo o que estava sentindo num texto, feito nas notas do meu celular. A medida que eu ia escrevendo, as lágrimas paravam de escorrer no meu rosto. Quando finalmente terminei de escrever, me sentia aliviada. Li o texto, e percebi que aquela era a melhor maneira de me expressar. Sempre foi. Então, decidi ler o texto pra ele, afinal, sou a favor de diálogo e sinceridade para resolver os problemas. Se você leu a descrição do blog, já deve desconfiar que o alguém especial o qual disse que eu escrevia bem é ele, né? Sim, ele me disse isso, e esse foi o empurrãozinho que eu precisava.
 Desde pequena tenho caderninhos onde transformo meus sentimentos em palavras e os escrevo, mas nunca havia pensado em compartilhá-los. Ainda não sei se essa é uma boa ideia, não sei se alguém vai chegar a ler esse blog, mas de qualquer forma, agora esse é meu novo caderninho. 
Por: Daniella de Castro.